terça-feira, 25 de outubro de 2011

Straight edge

Straight edge
Membros do movimento straight edge podem escolher demonstrar as causas que apóiam.
Straight Edge (abreviado para sXe ou SxE) é um modo de vida associado a música Punk/Hardcore. Ele defende a total e perene abstinência em relação ao tabaco, álcool e as chamadas drogas ilícitas.
Teve como precursores a banda de Hardcore Minor Threat, que ficou famosa em todo o mundo, mas foi mais famosa em países industrializados como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e parte da Europa Ocidental. Embora os straight-edgers ou "edge kids" não se identifiquem com uma visão de mundo particular nos pontos de vistas sociais ou políticos, muitos deles estão associados à preceitos como o anarquismo, vegetarianismo, veganismo, sustentabilidade e movimentos ecológicos. Em correntes minoritárias, ideologias nacionalistas, conservadoras e religiosas e pontos de vista de extrema direita também estão presentes.
Entre bandas straight edgers podemos citar além do Minor Threat, Youth of Today, Teen Idles, Rise Against,Gorilla Biscuits, Lärm, Bold, To See You Broken etc.
Visão geral
Straight edge pode ser definido como uma anti-contracultura, modo de vida, ou como uma forma de resistência, abstendo-se de substâncias psicoativas, lícitas ou ilícitas.
A idéia surgiu com o início da cultura punk, no meio de jovens de culturas distintas que simplesmente não queriam fazer uso de drogas ou de bebidas alcoólicas para se divertir.
Existem inúmeras razões pelas quais se escolhe ser "straight edge". Alguns o utilizam como um fundamento porque crêem que desta forma estarão mais envolvidas com sua saúde física e mental. Existem também os que se identificam com o movimento por partilharem da opinião de que a consensualização atual do uso de substâncias alteradoras do humor contribui para a anestesia política e contenção da contestação.
Quem adota esta postura procura uma forma de resistir, através da contracultura, à pressão social que incentiva o consumo de álcool, cigarro e drogas ilícitas.
Grande parte escolhe por ser vegetariano ou vegano, ainda que muitos não vejam nenhuma ligação entre o seu ideal e o vegetarianismo ou veganismo. Da mesma forma, muitos edgers optam pelo ateísmo ou cristianismo, de modo a assumir total responsabilidade por seus atos.
O 'X'
Durante uma turnê do Teen Idles, eles tocaram em um bar de São Francisco, Califórnia, chamado Mabuhay Gardens, onde se marcavam os menores de idade com um X na mão. Assim, os garçons não vendiam bebidas alcoólicas para eles. A banda gostou tanto da idéia que levou-a para casa, onde vários clubes e bares adotaram a mesma política. Com o tempo, os adeptos da filosofia Straight Edge começaram a usar o X até fora dos bares, e mesmo depois de completarem a idade legal para beber. Assim, ele acabou se tornando o símbolo do movimento.
Algumas pessoas Interpretam os três “X" como a representação de "corpo", "mente" e "alma". Outros como símbolo da letra da música "Out of step" do Minor Threat: "I Don't Drink, I Don't Smoke, I Don't do drugs - At Least I can fuckin' think! [...]" (Eu não bebo, eu não fumo, eu não me drogo - Pelo menos eu consigo pensar, porra!). Na verdade, os três xis (XXX) tiveram sua origem em um trabalho artístico feito pelo baterista do Minor Threat, Jeff Nelson, no qual foram substituídas as três estrelas da bandeira da cidade natal da banda (Washington D.C.) pelos xis, usado na capa da coletânea "Flex Your Head" (lançada pela Dischord Records em 1982).
É muito comum tatuar o símbolo do X tanto na mão quanto em outras partes do corpo, ou usá-lo em roupas, button, patches, etc…
O X é considerado uma marca de negação e identidade. Colocá-lo em um nome pessoal ou de banda é uma prática comum para os straight edges.
Para algumas pessoas, o X é encarado como um rótulo, ou como uma espécie de segregação, elitismo. Na verdade, desenhá-lo tornou-se algo (contra)cultural para os adeptos, assim como os rebites e moicanos da cultura punk.
Origens
No livro Our Band Could Be Your Life, MacKaye coloca que ele e seus amigos perdiam shows de suas bandas favoritas porque nas casas de shows que elas tocavam serviam bebidas alcoólicas. E em qualquer estabelecimento em que seja servido este tipo de bebida, em Washington, os menores de 21 anos não podem permanecer.
A banda de MacKaye, Teen Idles, fez uma turnê na costa oeste em 1980. Em São Francisco no Mabuhay Gardens, o dono do clube foi simpático aos jovens que queriam ver suas bandas preferidas e adotou a prática de marcar um grande "X" nas mãos dos adolescentes com uma caneta permanente de modo a prevenir ao barman que aqueles indivíduos não tinham a maioridade exigida para consumo de álcool.
Quando retornaram a Washington D.C., MacKaye deu a sugestão a vários donos de casas de show da área, para igualmente permitir a participação dos adolescentes de sua região nos shows, sem que consumissem álcool. Muitos clubes começaram a adotar o "X" e este veio a se tornar o símbolo máximo da abstinência quanto a álcool e drogas no meio. O EP dos Teens Idles, "Minor Disturbance", lançado pela influente DIY label Dischord Records em 1980 trazia duas mãos com o X na capa. Este EP marcou o inicio do que viria a ser a cena straight edge com o hardcore e o punk.
Existem diferentes pontos de vista no que diz respeito à origem do atual termo "straight-edge". A explicação mais comum é a de que foi criado pela banda Minor Threat em meados dos anos 80; o modo de vida straight-edge, que começou logo depois, está definido basicamente pelas letras do Minor Threat, como em Out of Step e Straight Edge. O 'movimento', ainda assim, nunca foi defendido pelo cantor Ian Mackaye, que achava que eram apenas escolhas pessoais que cada um fazia para sua própria vida e que ele fez para sua própria.
Existem evidências que o termo "Straight Edge" foi usado para indicar um estilo de vida vegetariano ou vegano no século XX. De acordo com artigos do BoingBoing e Beatrice.com, existia um restaurante de comida vegetariana chamado "Straight Edge Kitchen" na cidade de New York na vila de Greenwich e mostra uma série de fotos e ilustrações de 1906 de um jornal chamado New York World que documenta um grupo de straight edgers comendo no restaurante.
A Cena Straight Edge
A cena da música Hardcore é/era vista por todos os que não estavam familiarizados como um todo de crianças raivosas, unidas com o propósito de fazer uma música rápida e anti-reacionária, na esperança de remodelar a sociedade que eles consideravam opressora. Ao menos a maioria das bandas de hardcore compartilham alguns destes temas em suas letras, políticas e atitudes que podem ir da direita para a distante esquerda, de extremos a moderados e da hostilidade para a hospitalidade.

O termo foi utilizado pela primeira vez na música "Straight Edge" e fez um apanhado de todos os conceitos que flutuavam nas mentes das pessoas na cena de Washington. Exatamente como muitos outros movimentos undergrounds, o straightedge estava formado. Muitos pregam a pureza completa do "militante", enquanto outros se policiam, sem querer se rotular como tendo o "edge". Alguns "garotos" straight edgers não utilizam o "X", por vários motivos, dentre eles o de fugir da auto-rotulação.
Enquanto a primeira leva do movimento straightedge se centralizou ao redor de Washington (Minor Threat, G.I., Faith) e nas bandas de Boston (SSD, DYS) de 1981-83, houve novas levas de bandas de todas as partes dos Estados Unidos e do mundo, se intitulando e propagando o “Straight Edge”.

Straight Edge no Brasil
O movimento sXe chegou ao Brasil aos poucos. Durante os anos 80, a postura era rara, mas presente em alguns indivíduos dentro da cena punk. O primeiro registro de algo relacionado ao Straight Edge no país é a foto na contracapa da coletânea "Grito Suburbano" (o primeiro disco punk lançado no Brasil, de 1982), do vocalista do Olho Seco, Fábio Sampaio com um X pintado na mão.
Em 1989 foi formada em São Paulo a primeira banda “Straight Edge” nacional, o Energy Induct, que, no entanto não chegou a gravar ou fazer shows. Um de seus membros fundou anos depois o fanzine e selo Liberation e integrou a banda Point of No Return. O No Violence, fundado também em 1989 também foi uma das primeiras bandas nacionais a ser associada ao movimento, mas nem todos os membros eram adeptos da idéia.
No entanto, os primeiros exemplos inteiramente “Straight Edge” só apareceram em 1993 com as bandas Positive Minds e Personal Choice (encabeçada pelo atualmente controverso Fabio 'Nene' Altro, atual vocalista do Dance of Days). Poucos anos depois, o Positive Minds se transformou no Self Conviction, outra banda fundamental no início da cena no país. Todas essas bandas compartilharam membros e alguns deles formariam em 1996 o Point of No Return, que durante sua existência foi a mais conhecida e atuante banda “Straight Edge” do país.
Conforme surgiam as bandas, os membros e amigos (muitos ligados ao coletivo anarquista Juventude Libertária) passaram a organizar shows independentes, evitando bares e casas noturnas e inserindo algumas vezes atividades paralelas culturais e políticas. Estes shows foram o embrião da Verdurada, principal evento da cena “Straight Edge” nacional desde 1996, ocorrida inicialmente nos fundos de uma residência do bairro paulistano do Jabaquara, se mudando através dos anos para diversos galpões pela cidade, ocorrendo atualmente num galpão próximo ao metrô Jabaquara.
Em 1998 ano surgiu a banda Infect, formada por 5 garotas que tocavam um hardcore rápido e pesado, algo muito inovador para uma banda formada por garotas, visto que na época, era muito mais comum ver garotas tocando estilos musicais mais leves, como o rock ou até mesmo o punk rock. O Infect tratava em suas letras de temas como direito ao aborto, vegetarianismo, “Straight Edge” entre outros, e teve muito destaque dentro da cena “Straight Edge” brasileira e internacional, tendo seu material lançado na Europa e nos Estados Unidos.
Em 1999 surgiu no Rio de Janeiro a banda de metalcore Confronto, com Dudu Moratori no baixo, Felipe Ribeiro na bateria, Felipe Chehuan nos vocais e Max na guitarra. A banda Se tornou o maior nome dentro da cena Straight Edge com show em todo o Brasil e cerca de 4 turnês na Europa.
Recentemente a banda se prepara para o lançamento do dvd de 10 anos de carreira gravado em abril deste ano no Galpão do Jabaquara, além de uma apresnetação histórica ao lado das bandas Sepultura e Torture Squad no Festival Tomarock em Duque de Caxias.
Outra banda feminina que acrescentou muito a cena Straight Edge, com letras feministas, anticapitalistas, vegetarianas e ambientalistas foi One Day Kills, que surgiu no ano de 2000, e era formada por seis garotas que faziam um hardcore muito pesado com duas vocais guturais. Em seu site até hoje é possível encontrar textos que expressam a visão política que elas tinham com relação aos temas citados acima. As duas bandas fizeram shows inesquecíveis no festival Verdurada.
A Verdurada é um evento que mistura shows (na maioria das vezes de hardcore/punk, mas nem sempre) com outras atividades, como palestras, exposições e vídeos sobre temas políticos, culturais, ecológicos ou que sejam considerados relevantes por algum motivo. Alguns dos princípios básicos da organização são o não consumo e venda de álcool e cigarros dentro do local, o "Faça Você Mesmo", ou seja, a independência (nada de empresas ou patrocinadores por trás) e a auto-organização. O evento é realizado por um coletivo formado por pessoas ligadas à cena hardcore/straight edge.
Com o tempo diversos grupos copiaram o formato, gerando diversos eventos independentes, interligados ou não ao coletivo da Verdurada, como a Verdurada, os Libfests (ligado à gravadora inicialmente straight edge, liberation), Pirituba terror, Animal Liberation Fest, entre outros.

Asking Alexandria

Asking Alexandria é uma banda inglesa de metalcore formada em 2008 pelo guitarrista Ben Bruce. Com a sua formação atual, lançaram dois álbuns, "Stand Up and Scream", que ficou em 5# na Billboard's Top Heatseekers, e "Reckless and Relentless", que ficou em 9# na Billboard 200[4] e em segundo lugar nos álbuns mais vendidos do Itunes na sua primeira semana de lançamento. A banda mistura sintetizadores em suas músicas, aplicando o trance em seu estilo.

Suicide Silence

Suicide Silence é uma banda de Hardcore / deathcore formada em 2002 em Riverside, California. A banda faz parte da chamada "Nova onda do metal americano" (New Wave Of American Metal), tocando um som agressivo bem característico do deathcore com variações de compasso (as chamadas "quebras"), uso de breakdowns e groove.


Chelsea Grin

Chelsea Grin é uma banda de death metal americana de Salt Lake City, Utah. Formada em 2007, o grupo atualmente possui contrato com a Artery Recordings e lançaram um EP e dois álbuns. O nome da banda é derivado do método de tortura de mesmo nome.









Job for a Cowboy

Job for a Cowboy é uma banda estadunidense de death metal formada em 2003 em Glendale, Arizona. Originalmente a banda começou tocando deathcore, mas mudou para death metal com o álbum Genesis.
Job for a Cowboy foi formado em 2002 pelo vocalista Jonny Davy, guitarristas Ravi Bhadriraju e Andrew Arcurio, baixista Chad Staples, e o baterista Andy Rysdam, com esta formação o grupo lançou em 2004 uma demo auto-intitulada contendo quatro canções. No ano seguinte eles gravaram o EP Doom—inicialmente distribuido pela própria banda—chamando a atenção do selo independente King of the Monsters, que posteriormente passou a distribuir o disco. Em 2006, após uma extensa turnê promovendo o EP Doom, a banda assina um contrato com a Metal Blade Records.



Bring Me The Horizon

Bring Me The Horizon (muitas vezes abreviado para BMTH) é uma banda de Deathcore/MetalCore de Sheffield, Yorkshire. A banda foi formada no ano 2004, entre os membros de outras bandas locais dentro da sua área. Seguem um estilo de música que funde death metal e metalcore, conhecido como deathcore. Porem, no último cd Suicide Season, seguiram um estilo com uma base mais próxima do Metalcore.



Hardcore / deathcore

Hardcore é o nome atribuído a uma variação extrema de algo. A palavra significa literalmente miolo, ou centro, núcleo duro, e era usada para designar militantes agressivos e também criminosos.
  • Em pornografia a palavra se refere a conteúdo sexual explícito
  • Hardcore nos universo dos games significa jogador exímio, veterano e experiente, veja [Hardcore gamer].
Em música as vertentes hardcore são
  • Hardcore punk: no contexto punk, refere-se à cena musical surgida internacionalmente através da "segunda onda do punk", no final dos anos 70, e mais comumente a um estilo de punk rock caracterizado inicialmente por tempos extremamente acelerados, canções curtas, letras baseadas no protesto político e social, revolta e frustrações individuais, cantadas de forma agressiva.
  • Hardcore melódico: é um estilo surgido no início da década de 80. Utiliza elementos característicos do hardcore punk tradicional, como tempo acelerado, guitarras distorcidas e músicas de curta duração, mas seus arranjos são mais elaborados e claramente distinguíveis, se aproximando mais da sensibilidade pop do que o estilo original.
  • New York hardcore: refere-se à música hardcore punk e metalcore criada na cidade de Nova Iorque, Estados Unidos e a subcultura associada a ela, que tem o streetpunk/oi! como base ideológica, porém as bandas do estilo apresentam uma sonoridade agressiva com fortes influências do thrash metal, crossover thrash e até mesmo do death metal.
  • Hardcore hip hop:é um estilo musical derivado do hip-hop e hardcore caracterizado pela confronto e pela agressão. O termo pode referir-se também a outros gêneros como o gangsta rap e o rapcore.
  • Hardcore techno: é um estilo de música electrónica moderno, nascido nos princípios dos anos 90 nos Países Baixos. Caracteriza-se pela sua velocidade (algumas canções alcançam os 200 beats por minuto) e pelo característico BassDrum, que consiste em misturar uma distorção forte do tambor com um baixo. também oldskool hardcore, happy hardcore, breakcore, speedcore, etc.
Deathcore é uma fusão de dois estilos musicais, metalcore e death metal.
Características
Deathcore é fortemente influenciado pela modernidade do death metal, sua velocidade, peso e abordagem cromática, dissonâncias e freqüentes mudanças fundamentais. Letras podem não ser sempre na veia death metal, mas grunhidos tradicionais, bem como os vocais guturais são predominantes, vocais limpos são geralmente ausentes. Grande parte das técnicas do deathcore contém breakdowns, uma característica que é atribuída ao hardcore aspecto da sua influência metalcore. Deathcore utiliza muitas"quebradas", porém, raramente tende a utilizar solos de guitarra nas músicas. Suffocation uma banda veterana na cena death metal de Nova Iorque, bem como Dying Fetus de Maryland, estiveram entre os primeiros grupos de death metal que utilizaram "quebradas" como influência em sua música.

 Popularidade

Deathcore parece ter maior destaque no sudoeste dos Estados Unidos, especialmente no Arizona e na Califórnia (mais notavelmente em Coachella), onde vivem muitas bandas notáveis e vários festivais. No mesmo padrão de sucesso, várias das bandas mais populares de deathcore são apresentadas no Black Market Activities, o rótulo de Guy Kozowyk músico da banda The Red Chord.

Origem do termo

Antes da ascensão do deathcore, bandas, como Abscess e Unseen Terror, já usavam o termo para descrever hardcore punk/death metal hibrido. Blood da Alemanha em 1986 também emitiu uma demo intitulada Deathcore, enquanto outro grupo alemão, formado em 1987 e que estavam relacionados com Blood, utilizaram Deathcore como o nome da banda.

Críticas

Tal como acontece com a maioria sub-gêneros filiados com metalcore, existe um forte sentimento de reação e ressentimento por parte dos fãs de metal tradicional e metal extremo, que se sentem como se sua música está a ser co-optado e trocados pelo lucro. Por esta razão, muitos bandas se encontram classificadas erroneamente ou atacados através da Internet e da crítica, mesmo antes que o desenvolvimento normal da música possa ocorrer. Este por sua vez, levou à rejeição do rótulo por muitas bandas e pela defesa de outras.
Bandas:
Born of Osiris
Bring Me the Horizon
Darkness Dynamite
Job for a Cowboy
Suicide Silence
Through the Eyes of the Dead
Whitechapel
The Black Dahlia Murder
Chelsea Grin